O Presidente da República, Jair Bolsonaro,durante reunião do Conselho Internacional de Negócios no Fórum Econômico Mundial em Davos

Após viagem de quatro dias à Suíça, Bolsonaro e ministros retornam a Brasília

FONTE: O SUL

Após passar quatro dias na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva desembarcaram na Base Aérea de Brasília pouco depois das 6h desta sexta-feira (25). Na primeira viagem internacional como presidente da República, Bolsonaro participou do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Antes de deixar a Suíça, o presidente disse que, com a colaboração do Congresso Nacional, há condições de implementar no Brasil as medidas anunciadas por ele durante o encontro. O militar apelou para que a Câmara dos Deputados e o Senado apoiem o governo federal.

Durante o fórum, Bolsonaro afirmou que quer “abrir” a economia brasileira e atrair investidores estrangeiros para o País. Ele disse ainda que quer tornar o Brasil um dos 50 melhores países para investimentos do mundo – atualmente, o Brasil está em 109º lugar, conforme relatório do Banco Mundial.

Enquanto o presidente esteve em viagem, o vice, general Hamilton Mourão, assumiu interinamente o governo brasileiro. Nesse período, Mourão foi a eventos, concedeu entrevistas coletivas à imprensa e assinou medidas do governo.

Viagem

Bolsonaro chegou à Suíça na segunda-feira (21) acompanhado dos ministros Paulo Guedes (Economia), Sérgio Moro (Justiça), Gustavo Bebianno (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Na primeira entrevista concedida no país europeu, disse que faria um discurso “muito curto” e “objetivo” no qual mostraria aos participantes do Fórum Econômico Mundial que o Brasil busca negócios “sem viés ideológico”. O discurso do presidente durou seis minutos.

Durante a viagem, Bolsonaro deu algumas declarações à imprensa. Sobre a crise política na Venezuela, por exemplo, disse que reconhece Juan Guaidó como como presidente interino do país no lugar de Nicolás Maduro.

A entrevista coletiva que Bolsonaro concederia ao lado de ministros, organizada pelo fórum, contudo, foi cancelada. Na passagem por Davos, Bolsonaro se reuniu com chefes de governo e empresários. Em um dos dias, almoçou em um “bandejão”.

Cirurgia

O presidente Jair Bolsonaro passará na segunda (28) por uma cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia. Segundo o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Santana do Rêgo Barros, será montada uma estrutura no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para o presidente poder despachar durante o período de recuperação da cirurgia. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, acompanhará o marido no período de internação.

Bolsonaro usa uma bolsa de colostomia desde que foi esfaqueado em um ato de campanha, em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro. A facada atingiu o intestino e Bolsonaro foi submetido a duas cirurgias, uma na Santa Casa de Juiz de Fora e outra no Hospital Albert Einstein.

O presidente passou mais de 20 dias internado e desde então está com a bolsa de colostomia, que funciona como um intestino externo e possibilita a recuperação do intestino grosso e delgado.

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