According to the world bank in a preliminary report findings on poverty calculates the poverty line at 0.88 cents a day whilst 49.9% people live below poverty line in Timor-Leste. Most waste is dumped directly onto pavements and garbage are seldom collected. Rivers filled wih plastic will spill the waste near and into the sea. Photo by Martine Perret/UNMIT 3 December 2008

Bolsonaro anuncia uma campanha de combate à poluição no mar

FONTE: O SUL

O presidente Jair Bolsonaro informou neste domingo (10), por meio da rede social Twitter, que o Ministério de Meio Ambiente usará uma armação de metal em formato de tubarão-baleia como símbolo de uma campanha de combate à poluição marinha. O tubarão, com 15 metros de comprimento, será preenchido com lixo retirado do mar. As informações são da Agência Brasil.

A ação será realizada no Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em Santos, no litoral paulista. De acordo com o presidente, a campanha é a primeira etapa de uma agenda ambiental urbana.

“No Dia Mundial da Água, 22 de Março, o ministro do Meio Ambiente @rsallesmma [Ricardo Salles] lançará a primeira etapa da Agenda Ambiental Urbana: Combate ao Lixo no Mar, em Santos e em Ilhabela. Este Tubarão-Baleia será um símbolo de 15 metros que será preenchido com o lixo retirado do mar”, tuitou Bolsonaro.

Relatório

Na semana passada, um relatório da organização World Wide Fund for Nature (WWF) mostrou que o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo. Segundo a organização, o país fica atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia.

No Brasil, segundo dados do Banco Mundial, mais de 2,4 milhões de toneladas de plástico são descartadas de forma irregular, sem tratamento e, em muitos casos, em lixões a céu aberto. Aproximadamente 7,7 milhões de toneladas de lixo são destinados a aterros sanitários.

A poluição por plástico gera mais de US$ 8 bilhões de prejuízo à economia global. Levantamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) indica que os diretamente afetados são os setores pesqueiro, de comércio marítimo e turismo.

O diretor executivo do WWF no Brasil, Mauricio Voivodic, alertou sobre a necessidade de adotar medidas urgentes para reverter a situação. “O próximo passo para que haja soluções concretas é trabalharmos juntos, por meio de marcos legais, que convoquem à ação os responsáveis pelo lixo gerado. Só assim haverá mudanças urgentes na cadeia de produção de tudo o que consumimos.”

Segundo o estudo da WWF, mais de 104 milhões de toneladas de plástico vão poluir os ecossistemas até 2030 se nenhuma mudança acontecer na nossa relação com o material. O relatório mostra ainda que o volume de plástico que vaza para os oceanos todos os anos é de aproximadamente 10 milhões de toneladas.

A organização defende a adoção de um acordo global para conter a poluição por plásticos. A proposta será debatida na Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente que começa nesta segunda-feira (11) em Nairóbi, no Quênia, e vai até 15 de março.

O tubarão-baleia é considerado a maior espécie de peixe do mundo, podendo atingir mais de 12 metros de comprimento. Ele se alimenta filtrando plâncton e pequenos peixes como anchovas e sardinhas. A espécie, ao lado de outros filtradores como arraias e baleias, é apontada como uma das mais afetadas pela ingestão de plástico e microplástico no processo de alimentação.

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