Bolsonaro diz que governo corrigirá tabela do Imposto de Renda

FONTE: O SUL
Neste domingo de dia da mães (12), o presidente Jair Bolsonaro anunciou que que o governo irá fazer a correção na tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para o ano de 2020. Em uma entrevista concedida hoje, Jair Bolsonaro afirmou que já orientou o ministro da Economia, Paulo Guedes, que a tabela do IR deve ser corrigida “no mínimo” com a inflação. O governo estuda, também, aumentar os limites de deduções.

“Hoje em dia, o Imposto de Renda é redutor de renda. Falei para o Paulo Guedes que, no mínimo, este ano temos que corrigir de acordo com a inflação a tabela para o ano que vem. E, se for possível, ampliar o limite de desconto com educação, saúde. Isso é orientação que eu dei para ele [Guedes]. Espero que ele cumpra, que orientação não é ordem. Mas, pelo menos, corrigir o Imposto de Renda pela inflação, isso, com toda a certeza, vai sair”, afirmou o presidente.

Segundo levantamento feito pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), em janeiro, a defasagem na tabela do IPRF chega a 95,46%. A sondagem foi feita alicerçada na diferença entre a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulada de 1996 a 2018 com correções da tabela no mesmo período.

De acordo com o Sindifisco Nacional, a não correção na tabela prejudica principalmente os contribuintes de renda mais baixa, que estariam na faixa de isenção, mas acabam sendo tributados em 7,5% por conta da defasagem. Durante a entrevista, o presidente também anunciou que pretende indicar o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, para a próxima vaga que for aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), pois segundo Jair Bolsonaro, o Moro teria “qualificação” o cargo de ministro da Corte Suprema.

“Eu fiz um compromisso com ele [Moro] porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura. Eu falei: ‘a primeira vaga que tiver lá, está à sua disposição’. Obviamente, ele teria que passar por uma sabatina no Senado. Eu sei que não lhe falta competência para ser aprovado lá. Mas uma sabatina técnico-política, tá certo? Então vou honrar esse compromisso com ele e, caso ele queira ir para lá, será um grande aliado, não do governo, mas dos interesses do nosso Brasil dentro do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

Durante o mandato de quatro anos como presidente, Jair Messias Bolsonaro poderá fazer duas indicações ao Supremo. A próxima vaga será aberta em 2020, quando o ministro Celso de Mello completará 75 anos e será aposentado compulsoriamente. Em 2021, será a vez do ministro Marco Aurélio deixar a Corte.

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