Canoas e Esteio receberão mais de 640 imigrantes venezuelanos em setembro

ais de 640 venezuelanos serão encaminhados em setembro para Canoas e Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Outras cidades do Rio Grande do Sul negociam a chegada de mais imigrantes, parte do grupo de mais de mil venezuelanos que devem ser levados a cidades do Sul e Sudeste do país, conforme negociação entre estados, municípios e o governo federal.

Roraima tem 330 mil habitantes, e recebeu 40 mil venezuelanos. Após a crise migratória no estado, as autoridades tentam viabilizar um processo de interiorização dos imigrantes pelo país. Os ministros Alberto Beltrame, do Desenvolvimento Social, e Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, estiveram no estado para tratar do assunto.

Segundo a representante da Casa Civil Viviane Esse, o modelo de transferência para o Rio Grande do Sul ainda está sendo avaliado. Ela não revelou quantos municípios estariam dispostos a receber os venezuelanos.

“Já iniciamos o diálogo para desenhar qual o melhor modelo. Já está praticamente definido, mas a gente divulga quando estiver mais perto”, disse.

Os processos de interiorização visam à emissão de carteira de trabalho e o deslocamento para um abrigo, que poderá ser da rede municipal, estadual ou de alguma ONG. A ajuda de custo para cada imigrante é de R$ 400 para comprar alimento, material de higiene e limpeza.

De acordo com Viviane, a capacidade de inserção no mercado de trabalho dos venezuelanos é grande, já que muitos têm formação em nível superior, como médicos e engenheiros. “Não que a maioria seja vulnerável, eles estão em uma condição de vulnerabilidade. A Venezuela enfrenta a maior inflação do mundo, o que faz com que as pessoas tenham uma situação de vulnerabilidade momentânea”, explica.

O objetivo das autoridades é não repetir o que aconteceu há dois anos, quando Porto Alegre recebeu haitianos vindos do Acre embarcados em ônibus e deixados no estado.

Caxias do Sul já recebeu 14 venezuelanos, que chegaram por conta própria e estão trabalhando. “Por ser a segunda maior cidade do estado, esse fluxo vai acabar resultando em Caxias. Estamos tratando com o governo federal como isso pode se dar sem deixar as pessoas desabrigadas”, disse o advogado do Centro de Atendimento ao Migrante Adriano Pistorelo.

Fonte: G1

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