Governo do Rio Grande do Sul reforça segurança em mais de 100 municípios e mostra queda nos casos de latrocínio

FONTE: O SUL
A segurança pública de mais de 100 cidades gaúchas recebeu um reforço do governo do Estado, com a entrega de 112 viaturas para a Polícia Civil, cinco ambulâncias para a Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) e 2.253 coletes balísticos para a BM (Brigada Militar). A cerimônia foi realizada no Palácio Piratini, na manhã dessa segunda-feira.

O investimento nos veículos de patrulhamento e equipamentos de proteção individual totalizou aproximadamente R$ 12 milhões, oriundos de repasses federais obtidos por meio de emenda parlamentar, somados a um quantia de contrapartida estadual. Já as ambulâncias custaram mais de R$ 800 mil, bancadas por recursos do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional), mais uma verba estadual.

Conforme o vice-governador e secretário da Segurança Pública, Ranolfo Vieira Júnior, os equipamentos estipulado pelo programa “RS Seguro”, cujo foco é a integração de forças entre União, Estado e municípios para o combate aos mais variados crimes. “Tenho certeza de que essas viaturas e esses equipamentos farão a diferença no combate à criminalidade”, garantiu.

Além destacar ações de inteligência, com ampliação e compartilhamento de tecnologias de rastreamento, georreferenciamento e bancos de dados, e o investimento qualificado, a fim de diminuir os índices e reduzir a violência, o titular da pasta prometeu, para os próximos dias, entrega de armamentos e sistemas de monitoramento e cercamento eletrônico.

O deputado federal Giovani Cherini, líder da bancada gaúcha na Câmara dos Deputados, exaltou a importância de todos os representantes dos partidos terem se unido para garantir a entrega dos veículos e coletes: “Quando trabalhamos pelo Rio Grande do Sul, pensamos de forma coletiva. A bancada já havia conseguido, em 2016, um investimento de R$ 11,4 milhões”.

O repasse garantido em 2017, de cerca de R$ 65,8 milhões, prevê, ainda, a compra de 226 caminhonetes tipo “SUV” e de 46 picapes para a BM. Os veículos estão em processo de entrega pela montadora ao Estado e, segundo a Secretaria da Segurança Pública, ainda não há data estabelecida para a entrega.

A BM também receberá 556 carabinas fuzis 312 e 87 espingardas calibre 12. Já a Polícia Civil deve receber 274 coletes balísticos e 89 fuzis-carabinas. As armas estão em processo de entrega pela empresa vencedora da licitação. Somados à contrapartida estadual, o investimento na segurança pública estadual chega a R$ 74,4 milhões.

A emenda também determina o investimento de R$ 18 milhões em videomonitoramento e cercamento eletrônico, que serão disponibilizados a 36 municípios. Serão instalados 187 pontos e dez salas de cercamento eletrônicos, e 151 pontos e 20 salas de videomonitoramento.

Redução nos homicídios

O governador Eduardo Leite, por sua vez, agradeceu o esforço da bancada federal gaúcha em unir forças em prol de um objetivo, deixando de lado diferenças ideológicas e partidárias. Ele também enalteceu o fato de que o primeiro trimestre de 2019 ter sido o de menor número de latrocínios no Estado desde 2002.

De janeiro a março deste ano, foram 16 casos. Isso representa uma queda de 23,8% frente aos 21 ocorridos em 2018 no mesmo período. Na Capital, também houve retração considerável, de 80%, passando de cinco latrocínios nos três primeiros meses do ano passado para um caso em 2019* – marca que não era alcançada desde 2012.

Na comparação mensal, os roubos com morte também diminuíram. Em todo o Estado, a queda foi de 37,5%, com oito casos em março de 2018 e cinco no mês passado, o menor índice desde 2011, quando haviam sido quatro latrocínios. Na Capital, em igual recorte, a retração foi de 66,7%: de três ocorrências para uma, o menor número desde 2012, quando não houve registro desse tipo de crime no terceiro mês do calendário.

O balanço não inclui a morte do advogado Gabriel Fonseca Pinto, no último dia 26, no bairro Cidade Baixa. O crime começou a ser apurado como homicídio, uma vez que nada havia sido levado da vítima. A partir da prisão de um suspeito na semana passada, a investigação passou a considerar latrocínio como hipótese principal, mas essa ocorrência só poderá ser somada aos 16 roubos com morte após a conclusão do inquérito.

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