Inflação para o consumidor aumenta na última semana de janeiro.

FONTE O SUL//O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,69% na quarta semana de janeiro, 0,10 ponto percentual acima da taxa registrada na semana anterior. Com esse resultado, o indicador acumula alta de 3,22% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (01) pela FGV (Fundaão Getulio Vargas).

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (1,74% para 2,75%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 3,83% para 5,84%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,85% para 1,12%), Vestuário (-0,42% para 0,34%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,50%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens tarifa de ônibus urbano (0,78% para 2,08%), roupas (-0,80% para -0,01%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,30% para -0,04%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (-0,18% para -0,47%), Despesas Diversas (0,18% para 0,14%), Alimentação (1,27% para 1,23%) e Comunicação (0,17% para 0,13%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens tarifa de eletricidade residencial (-2,34% para -4,25%), alimentos para animais domésticos (1,14% para 0,58%), carnes bovinas (1,55% para 1,12%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,73% para 0,36%).

Confiança empresarial

O ICE (Índice de Confiança Empresarial), da Fundação Getulio Vargas, subiu 1,5 ponto em janeiro, para 94,9 pontos. Após a sétima alta consecutiva, o índice atingiu o maior nível desde abril de 2014 (95,5 pontos).

“A confiança empresarial inicia o ano em alta e com sinais favoráveis à continuidade da recuperação da economia brasileira. Há expressiva disseminação setorial da alta e melhora das avaliações sobre a situação atual. Do ponto de vista das expectativas, destacam-se as melhores perspectivas para contratações, com destaque para o retardatário setor da construção, que ainda não está contratando, mas já tende à estabilização do total pessoal ocupado”, afirmou o superintendente de Estatísticas Públicas da FGV, Aloisio Campelo Jr.

O avanço do ICE em janeiro decorreu majoritariamente da percepção sobre o momento presente do empresariado: o ISA-E (Índice da Situação Atual) subiu 0,8 ponto, para 88,7 pontos, maior nível desde agosto de 2014 (89,2 pontos). Já o IE-E (Índice de Expectativas) subiu 0,2 ponto, alcançando 99,5 pontos, o maior desde dezembro 2013 (100,2 pontos).

A confiança empresarial avançou em três dos quatros setores que integram o ICE. A maior contribuição para a alta do índice em janeiro foi dada pelo setor de Serviços (1,2 ponto), seguido pelos setores da Construção (0,2 ponto) e Comércio (0,1 ponto).

Em janeiro, a confiança aumentou em 76% dos 49 segmentos pesquisados pela FGV para compor o ICE. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta na margem é de 69% do total.

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