Metade dos jovens na faixa dos 20 anos recebe dinheiro dos pais

FONTE: O SUL

Terminar a faculdade, conseguir um emprego, sair de casa e pagar as próprias contas… Encarar o combo “vida adulta” pode não ser nada fácil. Prova disso é que 53% dos jovens na casa dos 20 anos ainda recebe dinheiro dos pais e conta com esse bônus para fechar o mês com os boletos pagos.

Pesquisas da consultoria norte-americana Country Financial mostraram que os milennials (geração nascida entre 1980 e 1995) mantêm um padrão de vida mais “exigente” que as gerações anteriores e que, por isso, precisam dessa forcinha.

O número também é grande quando consideramos os jovens nesta faixa etária que recebem a tradicional mesada: 37% dos entrevistados recebem dinheiro todo mês para bancar itens básicos, como aluguel, telefone e mercado, por exemplo.

Em 2016, um relatório do Banco da Reserva Federal de St. Louis declarou que os millennials correm “sérios riscos” de se tornar uma “geração perdida” em termos financeiros.

Isso porque, de acordo com o Banco, jovens nascidos neste período mostram dificuldade de acumular riquezas e têm padrão de vida mais “exigente”. Nove em cada dez norte-americanos neste perfil, por exemplo, afirmam que gastam com coisas que querem, mas que não precisam.

Geração Z

Ao contrário dos millenials –conhecidos por preferirem empregos menos convencionais à estabilidade– a geração Z (nascidos entre 1995-2010) é bem mais conservadora quando os assuntos são trabalho e consumo. Esses jovens também preferem evitar confrontos com a família.

“Mais de 78% deles pensam duas vezes antes de comprar e 70% acham importante ter emprego com carteira assinada”, diz Tracy Francis, sócia sênior da Mckinsey, empresa americana de consultoria empresarial que realizou um estudo sobre o tema com cerca de 2.300 jovens.

A pesquisa realizada pela empresa com jovens nas cidades de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro mostra que a geração Z valoriza o diálogo acima de tudo. “Os millenials queriam desconstruir as coisas. A geração Z foge do embate”, afirma Tracy. De acordo com o estudo, 54% dos pesquisados evitam o confronto com a família e 73% escuta e respeita opiniões diferentes.

O interesse em economia colaborativa e reaproveitamento de bens também é um dos traços dessa geração. A geração Z, que representa 20% da população atual do Brasil, prefere comprar o “acessos a comprar bens”. “Também costumam reaproveitar. 68% já usou roupas de segunda mão”, explica a executiva.

Apesar de serem liberais sobre temas como casamento gay e adoção de crianças por casais homossexuais, só 33% dos entrevistados é a favor da descriminalização da maconha. Além de serem favoráveis à causas LGBTQ e feminismo, eles costumam militar pelos direitos que consideram importantes. 53% deles se considera militante defende toda causa ligada a identidade de pessoas, sendo 61% militam por raça/cor, 35% LGBTQ+ e 34% feminismo.

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