Novo governador do RS, Eduardo Leite precisará negociar para ter maioria na Assembleia Legislativa

Eleito governador do Rio Grande do Sul com o 53,62% dos votos válidos, com 3.128.317 votos, Eduardo Leite (PSDB) vai ter o apoio de 17 deputados estaduais, dos 55 que compõem o Plenário. Entre os 17 partidos que têm cadeiras na Assembleia Legislativa, cinco formaram coligação com o candidado do PSDB.

Leite vai ter que negociar para levar adiante as propostas de campanha. O novo governador não tem votos suficientes para aprovar projetos de maioria simples, que precisam de 28 deputados.

O novo governador disse que vai trabalhar para ter uma “composição política que dê condições de governabilidade”. “O problema da política que frustra as pessoas é quando vêem essas composições políticas serem feitas sem ter agenda. Agora vamos buscar os partidos que não estavam conosco, mas que tem a mesma afinidade de projetos para que a gente possa garantir uma maioria que dê condições ao governo de entregar o resultado à população.”

Na nova composição do Plenário, que toma posse em 31 de janeiro de 2019, o PSDB ficou com quatro vagas. Dos partidos que estavam com Leite no segundo turno, o Progressistas tem a segunda maior bancada, com seis parlamentares. PTB tem cinco. PRB e PPS ficaram uma vaga cada.

O governador terá que buscar apoio de outros 12 partidos com maioria na assembleia. O PT e o MDB têm as maiores bancadas, com oito deputados cada um. PDT e PSL ficaram com quatro vagas, cada um. O PSB conquistou três cadeiras na assembleia. DEM, PR e NOVO terão dois deputados cada um. PSOL, Podemos, Solidariedade e PSD são os partidos com um representante na próxima legislatura.

Candidatos ao governo do estado no primeiro turno, Mateus Bandeira (NOVO) e Jairo Jorge (PDT) apoiaram José Ivo Sartori no segundo turno do pleito. PSB e PSD, também com cadeiras na Assembleia, formavam a coligação com o mdebista.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, na manhã desta segunda-feira (29), o novo governador do RS disse que não vê problema na composição do Plenário e espera colaboração dos deputados. “Demos a nossa parcela de contribuição para ajudar o estado do Rio Grande do Sul através desse governo. Como nós ajudamos, também temos expectativas de sermos ajudados por esses partidos porque, no final das contas, o que interessa é entregar resultados para a sociedade gaúcha”.

Definições
O MDB e o NOVO devem assumir uma posição de independência e ficarem neutros em relação ao governo de Eduardo Leite. Eles informaram que pautas que estiverem alinhadas com o partido terão voto favorável.

O Solidariedade informou que vai apoiar o novo governador, assim como fez no segundo turno.

O PR vai apoiar o novo governo. Nas redes sociais, o presidente do partido, Giovani Cherini se colocou à disposição de Eduardo Leite.

Fonte: G1

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