Número de casos de toxoplasmose em Santa Maria sobe para 218

FONTE G1//O número de casos de toxoplasmose em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, chegou a 218. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8). O balanço anterior, apresentado na última sexta (4), indicava 176 ocorrências.

O surto da doença na cidade foi confirmado no dia 19 de abril. Porém, a fonte da infecção ainda não foi descoberta.

Foram notificados 792 casos na cidade, sendo que 617 foram considerados suspeitos e os outros 175 ainda aguardam classificação. Destes, 70 foram descartados, mas 319 estão sob investigação – entre eles, há duas mortes fetais e um aborto.

Entre os confirmados, há 20 gestantes. Mas 103 mulheres grávidas estão com suspeita da doença. Elas fazem parte do grupo de risco, pois a toxoplasmose pode comprometer o desenvolvimento do feto e até levar ao aborto. Por isso, a orientação é que a gravidez seja evitada durante o surto.

Autoridades consideram o surto de toxoplasmose em Santa Maria o maior já enfrentado no Rio Grande do Sul. A cidade reforçou o esquema de atendimento de saúde e está credenciando laboratórios privados para agilizar as confirmações dos casos.

Toxoplasmose
A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.

Sintomas
Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:

Febre;
Cansaço;
Mal estar;
Gânglios inflamados.
O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.

Prevenção
A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção:

Não ingerir carnes cruas ou malcozidas;
Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente;
Evitar contato com fezes de gato. As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes;
Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.

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