O Brasil tem 24 milhões de crianças e adolescentes usando a internet. Saiba quais são os riscos?

FONTE: O SUL

O Brasil tem 24,7 milhões de crianças e adolescentes usando internet. Duas pesquisas recentes, executadas por centros de especialidade em adolescência e juventude apresentam dados preocupantes e os perigos que espreitam esse público na internet e, sobretudo nas redes sociais.

Oito em cada dez crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 são usuários da internet em 2018.

Segundo a pesquisa TIC Kids Online, Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), houve avanço na utilização de dispositivos móveis entre crianças e adolescentes brasileiros. Em 2012, 21% desses jovens utilizavam a Internet por meio do celular. Em 2018, a proporção pulou para 93%, ou 23 milhões de pessoas entre 9 e 17 anos.

Outra pesquisa indica que 37% dos pais, estão preocupados e apresentam profundo descontentamento com a forma que seus filhos estão expostos na web. A pesquisa da Kaspersky Lab investigou o número de vítimas de alguma ameaça digital. De acordo com o levantamento, 41% dos adolescentes estiveram expostas a intimidações no período de um ano anterior ao estudo.

Para o psicólogo Lee Oswald Smith, especialista em comportamento adolescente, “os benefícios do uso das novas TICs – tecnologias da informação e comunicação, com a atenção especial a internet, trazem em seu bojo prejuízos e danos à saúde física, psíquica, cognitiva e, sobretudo para as relações sociais e familiares”. De acordo com indicações profissionais quando esses jovens são estimulados a utilizar os dispositivos, necessariamente precisam ser acompanhados por adultos, ou podem correr sérios e irreversíveis prejuízos.

Uma das mais importantes escolas profissionalizantes, com extensão em todo o Brasil, realizou pesquisa com mais de 500 alunos da rede com idade entre 12 e 18 anos, para entender o que ocorre no cérebro desses jovens quando postam conteúdo nas redes sociais e como esse comportamento interfere no seu desenvolvimento.

Segundo Oswald, a pesquisa tomou como base o tempo gasto pelos adolescentes nessas plataformas, que podem variar, mas que normalmente é superior ao tempo destinado ao sono ou a convivência familiar e esse hábito pode influenciar negativamente nos processos de aprendizagem.

O resultado mostrou que esses jovens quando expostos a maiores níveis de aprovação social, reagem positivamente o que aumenta seu interesse pela rede social e consequentemente causa uma dependência do processo. Ficou evidenciado que a reação aos estímulos estavam ligados às pseudo-vitórias que tinham em relação aos seus pares, como por exemplo, o número de “likes” em determinados “posts”. O sentimento de valorização mostrou que tem o poder de ativação cerebral nas áreas de recompensa e prazer.

Os resultados da pesquisa, combinados com a intenção da escola de gerar oportunidades para os alunos, resultou no desenvolvimento de um programa de uso das redes sociais. Assim, foi desenvolvido um curso para utilização eficiente que gere mais que diversão, ou seja, com intenção de tornar os alunos especialistas na função e com possibilidade de ganhos financeiros, a partir do uso técnico dos recursos da web.

Além de tornar-se disciplina do currículo das escolas (Empreendedorismo Digital e Mídias Sociais), a Enjoy Inglês Profissionalizante por meio da área de responsabilidade social, abriu a possibilidade de jovens da comunidade, não alunos, também acessarem o treinamento gratuitamente, como forma de responder às demandas sociais.

Para Oswald, responsável pela pesquisa, é determinante que pais, escolas e empresas estejam atentos as demandas dos adolescentes e jovens. “A saída quase nunca será proibir, mas encontrar novas formas de aproveitar o interesse e as competências deles. Os pais não precisam se desesperar, mas construir parcerias que garantam que os interesses, o prazer e o bem estar dos seus filhos estejam associados ao bom aproveitamento. A dica e encontrar os parceiros certos”.

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