Padrasto é condenado a 37 anos de prisão por morte de enteada em Santa Cruz do Sul

FONTE: O SUL
Nesta quarta-feira (22), depois de oito horas de julgamento popular, Ronaldo dos Santos foi condenado a 37 anos e 9 meses de prisão pela morte da enteada Francine Sins, de 13 anos, encontrada morta em abril de 2017. A sessão foi realizada em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo.

A mãe da menina, Geni Sins, que respondia pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver, foi absolvida pelos jurados. O próprio Ministério Público que, inicialmente, fez a denúncia contra ela, pediu a absolvição após constatar, ao longo da investigação, que ela não teria envolvimento no crime. Geni estava em prisão domiciliar, mas já foi liberada pela Justiça.

O padrasto da vítima é réu primário, mas dois crimes cometidos por ele, segundo a Justiça, são hediondos, de maior gravidade. Por isso, Ronaldo, que já estava preso preventivamente, deve seguir na cadeia, cumprindo a pena inicialmente em regime fechado. Ele foi condenado por homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.

Sete jurados participaram do julgamento. A sentença foi proferida pela juíza Márcia Inês Doebber Wrasse.

Relembre o caso

A adolescente de 13 anos foi encontrada morta em um matagal, na localidade de Rio Pardinho, que fica em uma área rural de Santa Cruz do Sul. Conforme o delegado responsável pela investigação, Anderson Ferreira Faturi, a família havia feito um boletim de ocorrência no dia do desaparecimento da jovem. Em menos de uma semana, o padrasto foi preso. Ele confessou o crime em depoimento. No dia seguinte, a mãe foi presa por ser suspeita de ser a mandante do crime.

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