Porto Alegre é escolhida pelo Ministério da Saúde para o lançamento da campanha nacional de vacinação contra a gripe

FONTE: O SUL
Uma cerimônia em Porto Alegre marca nesta quarta-feira a abertura oficial da 21ª edição da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe (vírus influenza). O evento está marcado para as 9h30min no Centro de Saúde Modelo (rua Jerônimo de Ornelas com João Pessoa), com as presenças do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, do governador gaúcho Eduardo Leite e da secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann.

Por determinação do governo federal, até o dia 18 serão imunizadas as gestantes e as crianças de 6 meses a 6 anos incompletos (até 2018, recomendava-se a dose para a faixa de idade entre 6 meses e 5 anos. A partir do dia 22, a campanha contemplará todos os grupos prioritários (crianças, gestantes, idosos, índios, mães até 45 dias após o parto, professores, pessoas com comorbidades e trabalhadores da área da saúde). A vacinação se estende até 31 de maio.

Neste ano, a mobilização foi antecipada em cerca de 15 dias, por conta da incidência de casos, que foi considerada alta durante o verão. O Amazonas, com mais de 30 mortes pela doença de janeiro a março, já tem vacinação desde o fim do mês passado. Diferente do Rio Grande do Sul, onde ainda há seis internações em 2018 mas sem registros da casos fatais.

As unidades municipais e estaduais de saúde no Estado já receberam mais de 800 mil doses da vacina, número que deve chegar a 4,1 milhões durante a ofensiva do Ministério da Saúde. O público-alvo gaúcho é estimado em 3,7 milhões de pessoas.

A doença

Infecção viral aguda do sistema respiratório, a gripe tem elevada transmissibilidade e distribuição global. São três tipos da doença: A, B e C, estando o primeiro (influenza) associado às epidemias, devido à sua alta capacidade de mutação. Ele abrange os subtipos Hemaglutinina (H) e Neuraminidase (N), conforme as proteínas de superfície.

Trata-se de uma doença sazonal e mais comum no inverno, que causa epidemias anuais. Alguns anos acabam se caracterizando por maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus, o que implica diretamente a ocorrência de casos e mortes decorrentes.

A transmissão direta (pessoa a pessoa) é a mais comum, por meio de gotículas do indivíduo contaminado ao falar, espirrar ou tossir. A incubação da doença é de um a quatro dias e a transmissibilidade ocorre, principalmente, em até 72 horas. Crianças e indivíduos imunodeprimidos podem excretar o vírus por semanas ou meses.

As manifestações clínicas são de início abrupto com febre, tosse seca, dor de garganta, mialgia, cefaleia e prostração, caracterizando um quadro de SG (Síndrome Gripal). A causa podem ser diferentes agentes etiológicos (parainfluenza, adenovírus e vírus sincicial respiratório, dentre outros).

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