Quantidade de peixes mortos encontrados em Mariluz pode passar de 20 toneladas.

FONTE CORREIO DO POVO//Cerca de 14 toneladas de peixes bagres apareceram mortos na beira da praia de Mariluz, na orla de Imbé, no sábado. De acordo com João Batista Ferreira, diretor de pesca da Secretaria de Meio Ambiente, Pesca e Agricultura de Imbé, dois barcos pesqueiros, provavelmente traineiras de fora do Estado, descartaram excesso de carga de pescados no mar, na noite de sexta-feira.

“A grande quantidade de peixes se deve ao motivo de estarmos em época de reprodução dos bagres, que vai de 14 de dezembro ao início de abril. Assim a circulação deles por nossas águas é muito grande”, explicou Ferreira. Ele ressaltou

que os barcos pesqueiros, que comportam em seus porões mais de 20 toneladas de peixes, avistaram os cardumes e os pescaram num sistema chamado de arrasto.

“Mas a pesca, ilegal, foi flagrada por um helicóptero da fiscalização. Assim, os pescadores soltaram a carga, que foi ao fundo do mar, e voltou à superfície, já morta”, continuou Ferreira.

Uma equipe da subprefeitura de Atlântida Sul realizou, com uma retroescavadeira, o recolhimento de muitos peixes que foram parar na orla. Os veranistas chegaram a se entusiasmar com o que parecia ser o jantar de sábado à noite. Os bagres mortos foram recolhidos, inadvertidamente. O comportamento, porém, pode representar em risco à saúde. Muitas crianças também entravam na água para tentar pegar alguns dos peixes, correndo o risco de se ferirem, devido ao ferrão. “As pessoas têm de evitar pegar o bagre. Em seu ferrão existe uma toxina que pode provocar muita dor”, alertou Ferreira.

Os banhistas, já alertados pelos riscos, apenas os juntavam cuidadosamente em montinhos para auxiliar na remoção. Muitos veranistas, porém, temem pelo apodrecimento destes animais, o que pode provocar mau cheiro nos próximos dias.

“Até agora já recolhemos 12 toneladas de peixes, que foram levadas para o aterro sanitário em Tramandaí. Mas o total ainda pode chegar as 40 toneladas”, enumerou o diretor do órgão.

“O que temos aqui é um verdadeiro crime ambiental”, destacou Ferreira. “A pesca do bagre é proibida e os pescadores devem ter feito essa opção para evitar punições, com base no Código Ambiental”, finalizou. Um decreto estadual de 2014, que passou a ser executado em 2015, inibe a pesca da espécie no Estado, considerada sob ameaça de extinção.

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