Rio Grande do Sul tem menor índice de vacinação contra a gripe desde 2012

FONTE G1//A taxa de adesão da população do Rio Grande do Sul à campanha de vacinação contra a gripe em 2018 é a menor dos últimos seis anos e está abaixo da média nacional, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde. A campanha termina na sexta-feira (22).

O balanço mais recente indica que cerca de 2,1 milhões de pessoas já foram imunizadas. Elas integram o grupo prioritário – são pessoas com 60 anos ou mais, crianças com mais de seis meses e menos de cinco anos, gestantes, mulheres até 45 dias depois do parto, e pessoas com doenças crônicas.

O número representa 80,3% de cobertura. No entanto, a orientação do Ministério da Saúde é que esse índice chegue a 90%. Para alcançar essa meta, aproximadamente 258 mil pessoas ainda precisam ser vacinadas.

Crianças e gestantes registram o menor índice de vacinação contra a gripe, com 59,6% e 64,6%, respectivamente. Um dado preocupante devido à vulnerabilidades dos grupos.

Já o público com maior cobertura é dos indígenas, com 95,1%, seguido pelos idosos (90,1%) e as puérperas, mulheres que deram à luz há pouco tempo (89,5%).

No último dia 11 de maio, novas faixas etárias foram incluídas na campanha. São crianças menores de 10 anos e adultos a partir dos 50.

Em Porto Alegre, a vacinação foi liberada para toda a população. Na capital gaúcha, o índice de imunizados é de 75,49%.

Até o término da campanha, o orientação é que os municípios disponibilizem as doses em todos as Unidades Básicas de Saúde. A vacinação prossegue até que se esgotem as doses.

Hoje, a vacina é distribuída gratuitamente para os seguintes grupos:

Professores da rede pública e privada;
Profissionais de saúde;
Crianças entre 6 meses e cinco anos (estão com a menor cobertura);
Gestantes;
Mulheres com parto recente (com até 45 dias);
Idosos a partir de 60 anos;
Povos índigenas;
Portadores de doenças crônicas;
População privada de liberdade (inclui funcionários do sistema prisional e menores infratores).
Baixa cobertura
A campanha encerraria em 1º de junho, mas foi prorrogada duas vezes. Primeiro até o dia 15 e depois até o dia 22 do mesmo mês.

Para o Ministério da Saúde, a baixa cobertura registrada até o período “acendeu um alerta”. A preocupação, segundo a pasta, é com a proximidade do inverno, período considerado de maior circulação do vírus da gripe.

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