A inflação para o consumidor recuou na última semana de novembro

FONTE: O SUL

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) caiu na última semana de novembro para 0,17%. O resultado ficou 0,22 ponto percentual abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com isso, o indicador acumula alta de 4,02% no ano e de 4,24% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (03) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (-0,01% para -0,57%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -1,33% para -2,90%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (-0,65% para -0,94%), Alimentação (0,58% para 0,41%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,17% para 0,09%) e Vestuário (0,34% para 0,11%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (-4,51% para -5,98%), hortaliças e legumes (17,05% para 11,28%), perfume (-1,38% para -1,84%) e roupas femininas (0,67% para 0,24%).

Em contrapartida, os grupos Despesas Diversas (0,08% para 0,16%) e Educação, Leitura e Recreação (0,32% para 0,40%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa vale citar os itens tarifa postal (2,64% para 4,28%) e passagem aérea (4,61% para 9,13%).

O grupo Comunicação repetiu a taxa de variação de 0,18%, registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens mensalidade para internet (-0,05% para 0%), em sentido ascendente, e pacotes de telefonia fixa e internet (0,82% para 0,78%), em sentido descendente.

Empresarial

O ICE (Índice de Confiança Empresarial) da FGV subiu 3,8 pontos em novembro, para 95 pontos, o maior valor desde abril de 2014. Na métrica de média móveis trimestrais, o índice avançou 1,1 ponto.

“A expressiva alta do ICE em novembro confirma que a confiança empresarial vinha sendo afetada nos meses anteriores pelas exacerbadas incertezas associadas ao período eleitoral deste ano. Ao atingir o maior nível desde o início da recessão de 2014 a 2016, o índice se aproxima do nível neutro de 100 pontos, que configura uma situação de normalidade em termos históricos”, afirmou Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

O Índice de Confiança Empresarial consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV/IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção.

O Índice de Situação Atual, que mede a percepção dos empresários sobre o momento atual da economia, subiu 1,4 ponto, para 89,9 pontos, após três quedas consecutivas. O IE-E (Índice de Expectativas), avançou 3 pontos, para 102 pontos. Essa é a primeira vez que o IE-E ultrapassa o nível de 100 pontos desde novembro de 2013 (100,3).

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