Bolsonaro anunciou o general Fernando Azevedo e Silva como futuro ministro da Defesa

FONTE: O SUL

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta terça-feira (13) que indicou para o cargo de ministro da Defesa o general-de-Exército Fernando Azevedo e Silva. Bolsonaro confirmou a indicação por meio do Twitter logo após chegar a Brasília. O presidente eleito pousou na manhã desta terça-feira na base área para uma nova rodada de conversas com autoridades.

Com a escolha de um general, Bolsonaro mantém um oficial-general de quatro estrelas (topo da carreira) à frente do Ministério da Defesa. O atual ministro é o também general Joaquim Silva e Luna. O presidente eleito chegou a anunciar o general Augusto Heleno para a Defesa, porém optou por colocar o militar no GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Azevedo e Silva foi chefe do Estado-Maior do Exército e passou para a reserva neste ano. Atualmente, o general assessora o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli.

Novos ministros

Segundo o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bolsonaro pode definir nos próximos dias os nomes de mais ministros do novo governo. Além do futuro chefe da Casa Civil, outras cinco pessoas já foram anunciadas: Paulo Guedes (Economia); Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública); Augusto Heleno (Segurança Institucional); Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia); Tereza Cristina (Agricultura). Na composição atual do governo existem 29 ministérios, e o presidente eleito já disse que pretende reduzir o número para 15.

Reforma da Previdência

De acordo com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bolsonaro deverá discutir em Brasília a proposta de reforma da Previdência Social. O presidente eleito tem defendido que o Congresso aprove algum item da reforma ainda neste ano, mas já avalia que “dificilmente” isso acontecerá.

Enviada pelo governo Michel Temer via PEC (Proposta de Emenda à Constituição), a reforma da Previdência só será aprovada se tiver o apoio de pelo menos três quintos dos parlamentares (308 deputados e 49 senadores).

Diante disso, Bolsonaro deve discutir com auxiliares como aprovar ainda neste ano os chamados itens “infraconstitucionais”, que não mudam a Constituição e podem ser aprovados via projeto de lei, o que exige um número menor de votos.

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