Com a população cada vez mais velha, o Brasil atingiu a marca de 208 milhões de habitantes

O Brasil atingiu a marca de 208,4 milhões de habitantes neste ano, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quarta-feira (25). O dado é uma projeção com base no levantamento populacional do Censo de 2010. A população brasileira em 2018 teve aumento de 0,38% (ou 800 mil pessoas) em relação ao contingente de 2017, quando era de 207,6 milhões.

O dado mais recente mostrou que o crescimento populacional brasileiro está desacelerando. Ou seja, a cada ano a população cresce menos. De 2016 para 2017, o crescimento havia sido de 1,6 milhão de pessoas, o dobro do registrado na passagem de 2017 para 2018.

Alguns motivos levam à desaceleração da taxa de crescimento da população. O principal é a redução da taxa de fecundidade. Além disso, as mulheres estão engravidando mais tarde e a relação entre idosos e jovens está diminuindo. O IBGE estimou que a população brasileira continuará crescendo pelos próximos 29 anos, até 2047, quando deverá atingir 233,2 milhões. Nos anos seguintes, estima o instituto, a população cairá gradualmente, até chegar a 228,3 milhões em 2060.

O instituto fez uma série de projeções de longo prazo. A expectativa é de que até 2060 a população com mais de 60 anos mais que dobre de tamanho e atinja 32,1% do total. Esse indicador em 2018 está em 13,44%. Movimento contrário ocorre na população de crianças de até 14 anos, que atualmente representa 21,3% do total e que em 2060 representará 14,7%. O confronto desses dois indicadores mostra o envelhecimento da população.

Em 2060, portanto, o País terá mais idosos do que crianças. Se comparadas ano a ano, as mudanças são tímidas. Em um prazo mais longo, porém, os dados não deixam dúvida. Em 2060, um quarto (25%) da população terá mais de 65 anos, estima o instituto.

Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul, segundo o IBGE, é o Estado que primeiro experimentará uma proporção maior de idosos em relação às crianças. Essa reversão se dará em 2029. Quatro anos mais tarde será a vez de Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os Estados do Sul e Sudeste apresentam atualmente populações mais velhas do que os do Norte e do Nordeste, por exemplo. A idade média da população brasileira em 2018 é de 32,6 anos. O estado mais jovem é o Acre, com população com idade média de 24,9 anos. O Rio Grande do Sul é o mais envelhecido, com 35,9 anos.

Envelhecimento

O motivo para envelhecimento geral é que a expectativa de vida experimentou melhora na última década, enquanto a fecundidade caiu gradativamente. Atualmente, a expectativa de vida ao nascer é de 76,2 anos. Em 2060, será de 81.

Segundo o demógrafo do IBGE Tadeu Oliveira, a redução da fecundidade está associada ao aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho. Elas têm dado cada vez mais prioridade aos estudos ou à carreira e têm postergado a maternidade. A evolução tecnológica, que permite às mulheres engravidarem mais tarde, também tem impacto nos dados.

Em 2010, a idade média em que as brasileiras engravidavam pela primeira vez era de 26,5 anos. Em 2018, o número está em 27,1 anos. Em 2060, chegará aos 28,8 anos de idade. Atualmente, a taxa de fecundidade é de 1,77 filho por mulher. Em 2060, esse número será de 1,66.

Em 2018, o País teve 1,6 milhão de nascimentos a mais do que mortes (até 1º de julho, data de referência da pesquisa). Apesar da expectativa de vida maior em 2060 frente a 2018, a relação entre nascimentos e óbitos sofrerá reversão no futuro. O País terá, em 2060, 736 óbitos a mais do que nascimentos, segundo estimativa do IBGE, fato que contribui para o envelhecimento da população.

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