Com mais de quatro meses de invasão da Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin afirma que o conflito “ainda não começou a sério”

FONTE: O SUL

Em reunião televisionada nesta quinta-feira (7) com parlamentares de seu país, o presidente Vladimir Putin alertou que o Ocidente pode até tentar vencer a Rússia no campo de batalha da Ucrânia, mas que isso representará uma tragédia para o país vizinho. Ele disse, ainda, que a ofensiva iniciada em 24 de fevereiro “ainda não começou a sério”.

O líder do Kremlin também voltou a acusar as potências ocidentais de empreenderem décadas de agressão contra Moscou. E fez várias referências a nações que apoiam as forças de resistência ucranianas. O tom foi de provocação: “Ouvimos atualmente que eles querem nos derrotar em um campo de batalha. Pois que tentem a sorte!”.

Ele prosseguiu: “Já escutamos várias vezes que o Ocidente quer nos combater até o último ucraniano. Isso é uma tragédia para o povo da Ucrânia, mas parece que tudo caminha para isso”.

Putin também minimizou as tentativas do Ocidente de conter a Rússia por meio de sanções econômicas e diplomáticas, dentre outras: “As medidas causaram dificuldades “mas não na escala pretendida”.

O presidente russo deixou, no entanto, as portas abertas a possíveis negociações, condicionadas a certa urgência: “Não rejeitamos manter tratativas de paz, mas aqueles que as rejeitam devem saber que será mais difícil chegar a um acordo conosco mais adiante”.

Nesta sexta-feira (8), o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, tem uma reunião a portas fechadas de ministros de Estado do G20 na Indonésia (Ásia). Essa será a primeira vez que o principal diplomata de Putin se reunirá com os adversários mais declarados desde a invasão da Ucrânia.

Na Ucrânia, o governador regional da cidade de Kharkiv informou nesta quinta-feira que três pessoas foram mortas e outras cinco ficaram feridas após as forças russas bombardearem a cidade. O ataque faz parte de uma nova e esperada ofensiva russa no Leste do país invadido.

Boris Johnson

Mais cedo, a Ucrânia havia perdido um de seus principais apoiadores internacionais, após o primeiro-ministro britânico Boris Johnson renunciar ao cargo. O governo do país invadido espera que o apoio britânico continue e agradeceu Johnson por defender os interesses, enquanto Moscou não esconde a satisfação com o declínio político de um líder que vinha ajudando Kiev com armas.

Em uma telefonema, Johnson disse ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky: “Você é um herói, todo mundo te ama”, afirmou um porta-voz de Johnson.

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, descreveu o primeiro-ministro britânico como um “verdadeiro amigo da Ucrânia” por estar entre os primeiros líderes mundiais a condenar de maneira inequívoca a invasão e também “por ajudar a Ucrânia a se defender e a vencer esta guerra no futuro”.

A renúncia de Johnson acontece em um momento de distúrbios domésticos em alguns outros países europeus que apoiam Kiev, e de dúvidas sobre suas permanências no poder para o que se tornou um conflito prolongado.

O dia começou com uma cerimônia ousada da Ucrânia, que hasteou sua bandeira em uma cerimônia na chamada Ilha da Cobra, no Mar Negro, que foi recapturada dos russos ao sul do porto ucraniano de Odessa.

Moscou respondeu rapidamente, com seus aviões de guerra bombardeando a estratégica ilha pouco depois, e destruindo parte do destacamento ucraniano no território, afirmou o governo russo.

Na Ucrânia, o governador regional da cidade de Kharkiv, no nordeste do país, informou nesta quinta-feira que três pessoas foram mortas e outras cinco ficaram feridas após as forças russas bombardearem a cidade. O ataque faz parte de uma nova e esperada ofensiva russa no Leste do país invadido.

 

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