Com mais seis casos fatais, o Rio Grande do Sul já soma 203 mortes por coronavírus

FONTE: O SUL
O mais recente boletim da SES (Secretaria Estadual da Saúde) registrou nesta terça-feira (26) mais seis mortes por coronavírus, elevando para 203 as perdas humanas para a doença no Rio Grande do Sul. As vítimas residiam em Bom Retiro do Sul (homem, 76 anos), Encantado (homem, 52 anos), Gravataí (homem, 63 anos), Novo Hamburgo (homem, 62 anos), Tramandaí (homem, 61 anos) e Venâncio Aires (mulher, 75 anos).

Já o número de casos subiu para 6.785, com a inclusão de 228 casos diagnósticos positivos de Covid-19 em um total de 259 dos 497 municípios (ou seja, mais da metade das cidades gaúchas têm ou já tiveram moradores contagiados. A estatística inclui 5.012 pacientes curados (sem sintomas há pelo menos 14 dias), o que representa um índice de recuparação de 74% dos casos.

Porto Alegre

A capital gaúcha, segundo a SES, tem 603 casos confirmados de coronavírus e 32 óbitos. Os números da SMS (Secretaria Municipal da Saúde), no entanto, relatam 1.049 casos em Porto Alegre. Nesta terça-feira, a prefeitura notificou 35 novos diagnósticos. Há 2.743 casos em análise e 3.056 negativos. O número de recuperados até agora é de 573.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, a discrepância de dados ocorre pela exigência, por parte do Ministério da Saúde, de que os registros pelos municípios sejam feitos por meio do sistema e-SUS Notifica. Todos os demais municípios preenchem essa plataforma.

“Essa diferença passou a ocorrer justamente a partir do início dessa exigência, em 15 de maio”, argumenta a SMS. Conforme a pasta, desde o início da pandemia Porto Alegre utiliza um sistema próprio, que permite acompanhar e encaminhar pacientes desde a consulta, enquanto o e-Sus Notifica permitiria apenas o registro do resultado.

Pesquisa inovadora

Um grupo de cientistas gaúchos, coordenados pelo médico e doutor em biotecnologia Fernando Kreutz, desenvolveu um teste laboratorial inovador, capaz identificar e quantificar a presença de anticorpos do tipo “IgG”, contra a proteína S, que é responsável pela entrada do coronavírus nas células.

O procedimento permite saber quem já esteve em contato com o vírus e se desenvolveu imunidade. Estudos vêm apontando que pacientes que apresentam esses anticorpos podem apresentar imunidade contra a doença e, dessa forma, não a desenvolveriam ou transmitiriam a mesma.

A inovação pode mudar o paradigma de enfrentamento à pandemia e dar esperança à população, criando uma nova perspectiva para lidar com a crise, uma vez que identificaria quem poderia retomar suas atividades, segundo os especialistas.

“Sabe-se que de 80 a 85% das pessoas infectadas com a Covid-19 são assintomáticas ou manifestam apenas sintomas leves da doença”, explica o doutor Kreutz. “A resposta imunológica é variável e complexa, podendo levar mais de quatro semanas. Para garantir imunidade, é preciso que as pessoas tenham contato com o vírus, desencadeando essa resposta, assim o paciente produziria anticorpos capazes de bloquear a infecção viral. Uma das formas de caracterizar essa resposta seria identificar esses anticorpos contra a proteína Spike (S).”

O teste é realizado a partir de uma amostra de sangue, analisada em laboratório, determinando e quantificando a presença desses anticorpos que reagem contra a proteína S. “Esse fator é extremamente importante, visto que a maioria dos testes imunológicos disponíveis hoje no mercado não quantificam o nível de anticorpos contra a proteína S e nem avaliam a possibilidade de imunidade contra o vírus”, destaca Kreutz.

Stein explica que o teste, quando foi realizado em familiares de pacientes que foram acometidos pela doença, evidenciou em alguns destes familiares níveis elevados de anticorpos contra a proteína S, muito parecidos aos níveis daqueles que tiveram a doença – o que indicaria que essas pessoas desenvolveram imunidade contra o vírus.

O teste leva cerca de duas horas para ser realizado, e o resultado fica pronto em até seis horas. Essa inovação é fruto de uma iniciativa de cientistas que atuam no setor privado da indústria nacional de biotecnologia, demonstrando que parcerias público-privadas em áreas estratégicas podem trazer resultados concretos no combate à Covid-19.

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