Governo da Bolívia extradita traficante brasileiro que liderava facção criminosa no país

FONTE: O SUL

O governo da Bolívia extraditou neste domingo (30) o traficante Leandro de Mattos Ferreira, de 32 anos. Apontado como líder de uma facção criminosa brasileira, ele estava foragido e foi capturado em território boliviano.

A entrega do traficante para as autoridades brasileiras ocorreu com forte esquema de segurança, na ponte que divide o Brasil com a Bolívia, em Corumbá, no Mato Grosso do Sul. A extradição foi anunciada pelo ministro de Governo da Bolívia, Carlos Eduardo Del Castillo.

“Informamos ao povo boliviano e brasileiro que, cumprindo nosso compromisso com a justiça, entregamos o foragido Leandro de Mattos Ferreira, que fugiu de uma prisão em e possui processos por homicídio, roubo, tráfico de drogas e outros. Combater o crime em todas as suas formas é uma responsabilidade que temos entre os dois Estados”,, escreveu o ministro, no Twitter.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, Leandro estava na Bolívia desde a semana passada para assumir a chefia da facção criminosa na fronteira com o Brasil. As investigações indicam que Leandro transitava entre os dois países por meio de uma passagem clandestina na fronteira. Nesta segunda-feira (31), ele foi encaminhado para Brasília.

O traficante era foragido do sistema prisional do Distrito Federal, onde havia dois mandados de prisão contra ele. Segundo a Polícia Civil, Leandro tem condenações por furto, receptação, roubo e tráfico de drogas e também responderá por roubo com uso de arma de fogo e por integrar organização criminosa.

Narcotráfico na Amazônia

Em outro caso ocorrido no início de maio deste ano, a Bolívia extraditou para o Brasil Jesus Einar Lima Lobo, um boliviano acusado de liderar um grupo do narcotráfico na Amazônia, anunciou na época o ministro Eduardo Del Castillo.

Lima Lobo foi preso em setembro de 2019 em território boliviano por meio de um mandado de prisão internacional, sob acusações de tráfico de drogas desde a década de 1990 em associação com cartéis na Colômbia e no Brasil.

O boliviano era procurado desde 2017 pela justiça brasileira, que o investiga pelo crime de associação por tráfico internacional de drogas. Lima Lobo estava em prisão domiciliar desde setembro passado, algo que Del Castillo criticou.

Embora o governo boliviano tenha recebido autorização judicial para a extradição, o ministro afirmou que já havia sido concedida em 2019, mas “não foi executada”.

O ministro denunciou que o governo provisório de Jeanine Áñez (2019-2020) “protegeu os figurões do narcotráfico” e acusou seu antecessor no cargo, Arturo Murillo, de impedir a extradição de Lima López.

Além disso, Del Castillo negou que o coronel encarregado da extradição tivesse recebido US$ 35.000 de Lima Lobo para evitar sua captura em 2019, como indicavam algumas versões. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias AFP.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.