Mais uma vez, o fenômeno La Niña marca presença na primavera e no verão e segue influenciando a safra da uva na Serra Gaúcha, com chuvas abaixo da média e a ocorrência de altas temperaturas durante o dia, mas com noites amenas.

FONTE: O SUL

Em relação à falta de chuvas, os especialistas destacam que, em função da grande diferença entre as propriedades, os tipos de solo e as condições de cada vinhedo, a qualidade enológica da uva nesta safra também poderá ser variada. É o que aponta a edição de janeiro do Boletim Agrometeorológico da Serra Gaúcha , produzido por pesquisadores da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural e da Embrapa Uva e Vinho.

Segundo a pesquisadora Amanda Junges, os valores de precipitação pluvial em novembro e dezembro ficaram muito abaixo das médias históricas. “Em novembro, em Veranópolis, choveu 61 milímetros e, em Bento Gonçalves, apenas 38 milímetros, o que correspondeu, respectivamente, a 44% e 27% das médias históricas. Em dezembro, novamente os valores foram baixos, com 56 milímetros em Veranópolis e 31 milímetros em Bento Gonçalves – 41% e 21,5% das médias”, destacou Amanda.

“Cada parreiral é único em função do solo, da profundidade das raízes e das condições da planta. É importante não apenas garantir essa safra, mas a sobrevivência e a sanidade da parreira”, destacou o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho Henrique Pessoa dos Santos.

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