O Banco Mundial diz que a recuperação econômica global pode levar cinco anos

FONTE: O SUL
A recuperação econômica global diante da crise provocada pela pandemia de coronavírus pode levar até cinco anos, disse a economista-chefe do Banco Mundial, Carmen Reinhart, nesta quinta-feira (17).

“Provavelmente haverá uma recuperação rápida quando todas as medidas de restrição relacionadas aos bloqueios forem suspensas, mas uma recuperação completa levará até cinco anos”, disse Reinhart em participação remota numa conferência realizada em Madri.

Reinhart disse que a recessão causada pela pandemia durará mais em alguns países do que em outros e agravará as desigualdades, pois os mais pobres serão mais duramente atingidos pela crise nos países ricos e os países mais pobres serão mais duramente atingidos do que os países mais ricos.

Pela primeira vez em 20 anos, as taxas de pobreza global aumentarão após a crise, acrescentou.

G-20

O G-20 afirma em comunicado que continua comprometido com investimentos, a fim de garantir uma resposta efetiva à pandemia da covid-19. “Nós reconhecemos o impacto positivo do investimento no fortalecimento do sistema de saúde sobre a resiliência econômica e o crescimento, tanto para superar a crise atual e no longo prazo”, diz o grupo, após reunião conjunta dos ministros de Finanças e Saúde dos países integrantes.

A prioridade coletiva agora é superar a pandemia e aliviar seus impactos de saúde, sociais e econômicos, diz o texto. O G-20 reafirma seu compromisso para apoiar as vidas, os empregos e a renda das pessoas, além da recuperação econômica global, enquanto adota salvaguardas diante dos riscos de baixa.

O G-20 diz também que segue comprometido com o investimento em uma resposta eficaz à pandemia, a fim de controlar a disseminação da covid-19 e evitar mais transmissões. Enfatiza ainda que a resposta à crise precisa ser global, com medidas coletivas para acelerar a pesquisa, o desenvolvimento, a fabricação e a distribuição de diagnósticos, terapias e eventuais vacinas contra a covid-19.

A nota pede que organizações internacionais, sobretudo o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), continuem a integrar os dados disponíveis na pandemia e a elaborar diferentes cenários sobre o impacto econômico da crise de saúde adiante.

Além disso, o comunicado destaca o “impacto econômico e social desproporcional” da crise sobre as mulheres, os jovens e os segmentos mais vulneráveis da sociedade.

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