O presidente Michel Temer disse que “tranquilizou” líderes do grupo Brics sobre Bolsonaro

FONTE: O SUL

O presidente Michel Temer afirmou em entrevista exibida na segunda-feira (10) pela GloboNews que “tranquilizou” os líderes do Brics sobre o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Além do Brasil, o grupo reúne Rússia, Índia, China e África do Sul. Os líderes do Brics se reuniram no mês passado na Argentina, durante a cúpula do G20 (que reúne as 20 principais economias do mundo). Segundo Temer, ele foi questionado por líderes do Brics sobre como Bolsonaro pretende lidar com a política econômica e com a política externa.

“Eu os tranquilizei [líderes do Brics] pautado pela ideia de conversa que eu tive com o presidente eleito Bolsonaro. Verifiquei que uma coisa, na verdade, era a campanha eleitoral. Outra coisa é o exercício da Presidência, do governo. Eu disse: ‘Olha, a primeira coisa que eu posso lhes dizer é que eu creio que, no panorama econômico, não haverá modificações’”, afirmou Temer.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro afirmou reiteradas vezes que, se eleito, a China poderia “comprar no Brasil, não comprar o Brasil”. Diante dessas e de outras declarações, o governo chinês chegou a pedir a Bolsonaro em editorial para não agir como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que decidiu sobretaxar os produtos chineses, criando uma guerra comercial entre os dois países.

Bolsonaro disse também na campanha que o comércio exterior não teria “viés ideológico”; que iria retirar o Brasil da ONU (Organização das Nações Unidas); e que iria sair do Acordo do Clima de Paris, mas depois voltou atrás. O presidente eleito foi diplomado nesta segunda-feira pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e tomará posse em 1º de janeiro.

No discurso de diplomação, afirmou que “o poder popular não precisa mais de intermediação” porque as novas tecnologias, na opinião dele, criaram uma relação direta entre eleitor e representantes.

Intervenção federal em Roraima

“Não havia solução. Não havia outra hipótese senão intervenção. Na verdade, a intervenção, embora prevista na Constituição, é excepcional. Aliás, o texto constitucional diz: ‘A União não intervirá nos estados, salvo para excepcionalidades’. Nós decretamos a intervenção para pôr fim a um grave comprometimento da ordem pública”, disse Temer.

Indulto natalino

“Eu sou muito atento à institucionalidade, coisa que hoje, [Fernando] Gabeira, as pessoas não levam em conta porque a desinstitucionalização do país é uma coisa preocupante. Eu sou atento a isso, então, você me pergunta e eu digo. Eu vou esperar a decisão do Supremo. Quando o Supremo decidir, eu vou pensar o que é que eu faço”.

Delações da J&F

“Me preocupou muito o aspecto moral, tanto que eu tenho muito combatido isso acentuadamente e vou fazê-lo permanentemente, porque, afinal, eu tive uma vida exitosa na universidade, na profissão, na vida pública, mas quando chegou esse episódio tentaram imputar-me a pecha de imoral, de corrupto e etc. Então, digo eu, atrapalhou a mim, mas, mais do que a mim, atrapalhou o Brasil porque o Brasil estava num crescimento extraordinário e aquilo embaraçou”.

O que fazer após deixar a Presidência

“No plano pessoal, eu devo dizer que o que eu tinha que fazer na vida eu já fiz. Então, eu volto para São Paulo. Vou voltar para o meu escritório de advocacia. Se me convidarem para umas palestras, eu dei muitas aulas ao longo do tempo, eu faço umas palestras, mas vai ser essa uma vida talvez mais tranquila”.

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