O Rio Grande do Sul chega a um ano de pandemia com número recorde de 275 mortes por coronavírus em um único boletim diário

FONTE: O SUL

Ao completar um ano desde a confirmação de seu primeiro caso de coronavírus, o Rio Grande do Sul começa esta quarta-feira (10) amargando um novo recorde de mortes em um único boletim diário: 275, quase 50% acima dos 188 óbitos registrados em 4 de março. O número de testes positivos também é maior já registrado em território gaúcho: 12,2 mil.

Com isso, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) contabiliza até agora um total de 703.211 confirmações da doença, dos quais 13.387 (1,9%) tiveram desfecho fatal. Já o número de recuperados é de 650.435 (92%). Neste momento são pelo menos 38.878 gaúchos infectados, em quarentena domiciliar (mesmo sem sintomas) ou internação hospitalar.

Esses e outros dados reiteram que o Rio Grande do Sul enfrenta atualmente o seu momento mais grave em 12 meses de pandemia. Não apenas em indivíduos contaminados, com ou sem sintomas, mas também no que se refere ao esgotamento da rede de atendimento em saúde para dar conta da demanda por leitos clínicos e de terapia intensiva.

Óbitos mais recentes

A extensa lista de casos fatais de coronavírus contabilizados nesta terça-feira abrange vítimas com idades de 30 a 98 anos. Mas a prevalência de idosos continua, já que 211 dos 275 óbitos mais recentes ocorreram na faixa a partir de 60 anos, o que representa 76,7%.

Vale lembrar que o paciente mais idoso a sucumbir à doença no Rio Grande do Sul foi uma moradora de Porto Alegre, falecida em janeiro aos 112 anos.

A lista completa de perdas humanas mencionadas pelo balanço epidemiológico, por município de residência, idade e gênero (feminino ou masculino), pode ser conferida na internet, de forma detalhada e com informações adicionais. Basta acessar a conta da Secretaria Estadual da Saúde no Twitter: twitter.com/SES_RS.

Como tudo começou

A chegada da pandemia ao mapa gaúcho foi oficializada no dia 10 de março de 2020, por meio de uma coletiva de imprensa com o governador Eduardo Leite. Apenas duas semanas antes, São Paulo havia anunciado a primeira notificação no Brasil.

O caso inaugural no Rio Grande do Sul foi o de um homem de 60 anos, residente em Campo Bom (Serra) e que no dia 23 de fevereiro havia retornado de viagem à Itália – um dos epicentros internacionais da doença na época.

Enquanto a informação era divulgada, o Palácio Piratini já admitia a notificação de outros 86 casos suspeitos de contágio que permaneciam sob observação.

Uma dessas pessoas se tornaria, no dia seguinte, o caso comprovado de número dois no Estado e a primeira na estatística de Porto Alegre: uma mulher de 54 anos e que também fizera turismo na Itália, voltando no dia 6 de março.

A primeira morte causada pela Covid seria registrada no dia 25 de março, em Porto Alegre. Ao comunicar o fato por meio de nota oficial, o então prefeito Nelson Marchezan Júnior detalhou que a vítima era uma mulher de 91 anos, internada na UTI do Hospital Moinhos de Vento.

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