O Rio Grande do Sul registrou em abril o seu menor número mensal de mortes no trânsito dos últimos 13 anos

FONTE: O SUL

Com as medidas de isolamento adotadas para combater o coronavírus, o Rio Grande do Sul registrou em abril o menor número de mortes no trânsito desde 2007. Foram 87 óbitos no primeiro mês inteiro de quarentena, uma redução de 36% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito) nesta quarta-feira (3).

É a segunda vez na série histórica que os óbitos mensais em acidentes ficam abaixo de 100 no Estado. A última ocorreu em outubro de 2015, quando morreram 98 pessoas em acidentes de trânsito no Estado. Os números ainda podem ter alterações com a inserção de novas ocorrências no sistema.

Na comparação com 2019, o quadrimestre apresentou redução de 16% no número de vítimas, com 443 mortes. A redução fica ainda mais acentuada a partir de março e abril, quando os totais caíram de 142 para 110 e de 135 para 87, respectivamente.

O diretor-geral do Detran, Enio Bacci, avalia que não se pode comemorar o fato, pois o assunto envolve vidas que, mesmo em menor número, continuam sendo perdidas. Ele ressalva, porém, que essa redução pode ser avaliada positivamente, sob alguns aspectos:

“A pandemia de Covid-19 impactou a todos e gerou uma reflexão mais profunda sobre a vulnerabilidade da vida. Acidentes despedaçam famílias e também atingem diretamente o sistema de saúde, tão necessário em tempos de pandemia. Com a queda dos acidentes de trânsito, mais leitos hospitalares podem ser disponibilizados para doentes com coronavírus”.

Acidentes

Nos primeiros quatro meses deste ano, o Rio Grande do Sul registrou 411 acidentes com mortes nas ruas e estradas, 15% a menos que em 2019, quando ocorreram 484 acidentes com um ou mais óbitos: 60,1% em rodovias, 34,3% foram colisões e 20,7% atropelamentos.

Acidentes fatais ocorreram mais aos sábados e domingos, totalizando 38,9% do total dos registros nesses dias da semana. O turno da noite foi o mais violento no trânsito, concentrando 35,3% dos acidentes fatais.

Vítimas

O perfil das vítimas apresentou mudança em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2020, a maioria das vítimas estava na condição de motociclista (29%), seguida de condutores (25%). No ano anterior, eram os condutores que lideravam a estatística. As maiores reduções em relação ao ano anterior foram entre ciclistas (-39%), passageiros (-31%), condutores (-18,4%) e pedestre (-24%).

A faixa etária que registrou o maior número de vítimas é a dos 21 aos 29 anos, que concentrou quase 19% dos mortos no trânsito. Os homens seguem sendo maioria absoluta entre os mortos no trânsito, totalizando 80%.

Veículos

Analisando-se os veículos envolvidos nos acidentes fatais, percebe-se a predominância do automóvel, devido a sua representatividade na frota. Do total de 679 veículos envolvidos, 40,4% foram automóveis. Em seguida, motos, com 22,7%; caminhões, com 14,6%; e caminhonetes, com 10,2%. Bicicletas representaram 3,4% do total de veículos envolvidos, percentual maior que os ônibus e micro-ônibus, com 1,6% do total de veículos envolvidos em acidentes fatais.

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