Operação do Ministério Público investiga lavagem de dinheiro com veículos furtados de locadoras no Rio Grande do Sul

FONTE: O SUL

O MP (Ministério Público) do Rio Grande do Sul, por meio da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, cumpriu na manhã desta quinta-feira (04) seis mandados de busca e apreensão em investigação sobre lavagem de dinheiro com veículos furtados de locadoras.

O objetivo da operação foi buscar documentos e mídias eletrônicas em endereços localizados nos municípios de Gravataí, Alvorada, Sapucaia do Sul, Bom Retiro do Sul e Cachoeirinha.

O promotor de Justiça Ricardo Herbstrith, da Promotoria Especializada Criminal de Porto Alegre e secretário-executivo do Gaeco, afirma que as investigações tiveram início em 2018, a partir de informação do Sindicato das Locadoras de Veículos de que havia um grande volume de desaparecimento de veículos mediante fraude.

“Naquele ano, foram mais de 400 no Rio Grande do Sul, sendo que apenas uma locadora teve em torno de 100 automóveis subtraídos de seu patrimônio em Porto Alegre”, relata.

De acordo com a investigação do MP, a prática criminosa é comandada por uma facção criminosa com base no Vale do Sinos. Nem todos os veículos desviados vão para o mercado ilegal de locações. As investigações apontam que alguns são trocados por drogas e armas.

Segundo o promotor, as investigações revelaram que não se tratava de uma prática isolada, mas de uma ação organizada de um grupo que utiliza documentos falsos para locar os veículos, que não são mais devolvidos, passando a integrar um mercado ilegal de locação, principalmente para uso por motoristas de aplicativos de mobilidade urbana. “Trata-se de uma fonte de renda e uma forma de lavagem de dinheiro desta facção, que vive basicamente do tráfico de drogas”, salienta.

Herbstrith diz que, em mais de um ano de investigação do MP, foram identificadas inúmeras transações e muitas outras foram impedidas. “Hoje, realizamos buscas no sentido de coletar algum material restante, necessário, para responsabilizar esta organização criminosa e seus integrantes, na área criminal, e também estabelecer junto às instituições envolvidas mecanismos para impedir a continuidade desta prática”, declara o promotor.

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