Rio Grande do Sul apresenta perda de 7,7% em salários e remunerações, aponta IBGE

FONTE: O SUL

No que tange a salários e remunerações, o Rio Grande do Sul apresentou uma perda de 7,7%  entre 2019 e 2020 (a Região Sul é segunda que mais diminuiu nesse quesito no Brasil, -5,9%), de acordo com as Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), relativo a 2020 e divulgado nesta quinta (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No Estado, o número de estabelecimentos passou de 472.708 em 2019 para 480.698 em 2020, um crescimento de 1,7%. Foi o segundo menor crescimento de unidades locais do País. Apesar disso, o Estado é o quarto no ranking nacional.

O salário médio mensal, no Estado, passou de R$ 3.096,96 para 2.984,94 R$, o que representa uma perda de 3,6% entre 2019 e 2020 (embora ainda seja o primeiro na comparação regional e o sétimo no ranking da Brasil).

Com relação ao pessoal ocupado total, o Estado foi o único da Região Sul a apresentar decréscimo (de 3.399.799 para 3.337.241, ou seja, -1,8%). O pessoal ocupado assalariado caiu 2,9% (de 2.809.907 para 2.729.518 pessoas).

Já os sócios e proprietários cresceram 3% em relação a 2019, passando de 589.892 para 607.723 no ano seguinte). Quanto ao pessoal assalariado, é o quinto do Brasil e, em relação ao número de sócios e proprietários, ocupa a quarta posição do País.

O Rio Grande do Sul é o segundo Estado que mais possui unidades exportadoras (11% do total), perdendo apenas para São Paulo, que detém 42,4% desse tipo de unidade no País.

Brasil

Em 2020, as empresas e outras organizações ativas do País tinham cerca de 45,4 milhões de pessoas ocupadas assalariadas. Frente a 2019, o número de assalariados caiu 1,8%, o que representa 825,3 mil postos de trabalho a menos. Foi a maior retração nesse contingente desde 2016 (-4,4%).

“Esse ano da pandemia foi muito desafiador sob vários aspectos que impactaram a economia empresarial. Um deles foi a necessidade de lockdown, que causou a diminuição no deslocamento das pessoas e fez com que muitas empresas fechassem as portas naquele período. E, se a empresa não vende produtos, não gera receita e acaba por demitir os funcionários. É uma bola de neve”, explica o gerente da pesquisa, Thiego Ferreira.

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