Rio Grande do Sul deve seguir contraindicação da Anvisa para o imunizante da Janssen em grávidas

FONTE: O SUL

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a suspensão da vacina da Janssen em grávidas e puérperas (quem deu à luz até 45 dias atrás), o Rio Grande do Sul deve seguir a contraindicação. E embora ainda não haja confirmação da Secretaria Estadual da Saúde sobre a estratégia a ser adotada, tudo indica que o segmento receberá apenas Pfizer ou Coronavac.

O motivo são as maiores chances de efeitos adversos de vacinas baseadas no chamado “vetor viral” (adenovírus), dentre as quais se incluem a Janssen e o fármaco de Oxford-Astrazeneca, também desaconselhado desde maio para esse público. Dentre os possíveis riscos estão os de trombose, mesmo que tal intercorrência seja relativamente rara.

Possibilidades

No que se refere às gestantes já contempladas pela primeira dose da vacina de Oxford-Astrazeneca (produzida no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz), também não foi formalizada uma diretriz, ao menos até esse momento. Para as autoridades estaduais e municipais de saúde, as possibilidades são basicamente duas:

– Vetar o segundo procedimento enquanto o Ministério da Saúde não emitir determinação oficial. Trata-se do protocolo mais provável, embora suscite questionamentos em caso de defasagem no segundo procedimento por causa de eventual atraso.

– Completar o esquema com dose de outro fármaco – foi o que fez, por exemplo, a prefeitura do Rio de Janeiro, que autorizou os agentes de saúde a ministrarem o imunizante da Pfizer para grávidas e puérperas cuja primeira injeção foi de Oxford. Vale lembrar que ainda não há pesquisas conclusivas sobre segurança e eficácia de tal combinação.

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