Rio Grande do Sul registra primeira morte do ano por dengue

FONTE: O SUL

O Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) confirmou nesta sexta-feira (3) a primeira morte este ano no Estado por dengue – com sintomas hemorrágicos: uma mulher residente em Santo Ângelo, 70 anos. Esta é a segunda morte por dengue no RS. O primeiro óbito foi em 2015.

Recentemente o secretário de vigilância sanitária do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, falou sobre uma “tempestade perfeita” que demandará uma atuação voltada a três doenças: coronavírus, influenza e dengue.

“Teremos coronavírus, influenza e pico de dengue. Estamos com três epidemias simultâneas. Aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem focos de dengue e vacinem-se conforme o calendário. Se faltou vacina, converse com gestor e pergunte que dia que tem que voltar”, recomendou o secretário.

Dengue

Doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico: enquanto a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada, uma pequena parte progride para doença grave. É a doença viral transmitida por mosquito que se espalha mais rapidamente no mundo, sendo a mais importante arbovirose que afeta o ser humano, constituindo-se em sério problema de saúde pública no mundo.

A dengue é causada por um vírus RNA do gênero Flavivírus. Ocorre e dissemina-se especialmente nos países tropicais e subtropicais, onde as condições do meio ambiente favorecem o desenvolvimento e a proliferação do Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Hoje são conhecidos quatro sorotipos: DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4, a imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga), entretanto, a imunidade cruzada (heteróloga) existe temporariamente por dois a três meses.

O período de incubação pode varia de 4 a 10 dias, sendo em média de 5 a 6 dias.

Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C) de início abrupto que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de cefaleia, mialgia, artralgia, prostração, astenia, dor retroorbital, exantema e prurido cutâneo. Anorexia, náuseas e vômitos são comuns. Manifestações hemorrágicas leves como petéquias e sangramento de membranas mucosas podem ocorrer. Observa-se geralmente um aumento e maior sensibilidade do fígado depois de alguns dias da febre.

Alguns fatores de risco individuais determinam a gravidade da doença e incluem idade, etinicidade e, possivelmente, comorbidades (asma brônquica, diabetes mellitus, anemia falciforme) e infecção secundária. Crianças mais novas, particularmente, podem ser menos capazes que adultos, de compensar o extravasamento capilar e estão conseqüentemente em maior risco do choque do dengue. A dengue grave é, também, regularmente observada durante infecção primária em bebês nascidos de mães imunes ao dengue.

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