Sepultado na cidade gaúcha de Planalto o corpo do menino Rafael. A mãe alega morte acidental e está presa

FONTE: O SUL
Foi sepultado na tarde desta terça-feira (26) na cidade gaúcha de Planalto (Região Norte) o corpo de Rafael Mateus Winques, 11 anos. Ele havia sido encontrado morto pela Polícia Civil no dia anterior, após permanecer desaparecido desde 15 de maio. De acordo com o IGP-RS (Instituto-Geral de Perícias), o óbito ocorreu por estrangulamento. A mãe do menino confessou o crime e está presa.

O cadáver tinha uma corda no pescoço e estava enrolado em um lençol, na área externa de uma residência ao lado da casa onde a criança vivia com a mãe, Alexandra Dougokenski, 33 anos, mais o irmão e o padrasto, que não estava na cidade no dia do crime, assim como o pai biológico de Rafael.

A localização foi indicada pela própria mãe, no depoimento em que assumiu a autoria da morte. Ela alegou ter dado dois comprimidos do calmante Diazepam para que o filho dormisse tranquilidade, mas o remédio teria matado o garoto. A versão, no entanto, foi desmentida pelo laudo da perícia, que apontou como causa a asfixia mecânica.

Os investigadores ainda tentam entender a motivação do homicídio, já que mãe e filho mantinham uma boa relação, segundo testemunhas. Também querem saber se mais alguém participou do assassinato, que apresenta semelhanças com o caso envolvendo a morte do menino Bernardo Boldrini, 11 anos, ocorrida em 2014 na cidade de Três Passos.

A juíza Marilene Parizotto Campagna, da Comarca de Planalto, decretou a prisão temporária solicitada pela autoridade policial, válida por 30 dias. “A medida é imprescindível para as investigações do inquérito policial, pois há fundadas razões de que a autora praticou homicídio doloso”, sublinhou.

Contradições

No depoimento, a mãe narrou ter ministrado o Diazepam ao filho (para conter a agitação a criança e fazê-la dormir) e que, um tempo depois, constatou que ele estava sem vida. Supostamente assustada com o fato, a mulher teria ocultado o cadáver – com os pés e mãos amarrados – em uma caixa de papelão no pátio da casa do vizinho, que estava viajando.

“Há necessidade de esclarecer as circunstâncias da morte e da ocultação do cadáver de Rafael, notadamente tendo em vista a quantidade de medicamento que a investigada alega ter ministrado, o tempo em que a vítima permaneceu desaparecida, as condições em que o corpo foi encontrado”, afirmou a juíza da Comarca.

Cronologia básica

– 17/5: com a comunicação do desparecimento de Rafael, diligências investigativas passaram a ser examinadas e autorizadas pela Justiça, no mesmo dia;

– 20/5: a Polícia Civil apreendeu o celular da vítima, sendo autorizada a extrair dados do aparelho;

– 22/5: autorizada pela Justiça a realização de perícia, com luminol, em dois imóveis e veículos de familiares da vítima;

– 25/5: a Polícia comunicou a localização do corpo e pediu a prisão temporária, por 30 dias, da mãe, pela prática, em tese, do crime de homicídio qualificado, sendo também, manifestada e acolhida a representação do Ministério Público.

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