Terapeuta acusado de abusar sexualmente de pacientes é preso pela terceira vez em Canoas

FONTE: O SUL

A Polícia Civil prendeu preventivamente, pela terceira vez, nesta segunda-feira (11), o terapeuta holístico acusado de abusar sexualmente de pacientes na cidade de Canoas. Rogério Pizzato estava em liberdade provisória usando tornozeleira eletrônica desde março deste ano.

Segundo o delegado Arthur Raldi, responsável pela prisão, o mandado foi expedido em decorrência de um recurso interposto pelo Ministério Público.

O advogado de Pizzato, Valdir Florisbal Jung, disse que a defesa não concorda com a prisão e que vai entrar com recurso.

Ele é réu por violação sexual mediante fraude. Segundo a polícia, Pizzato abusava de mulheres dizendo ser parte do tratamento.

O terapeuta foi preso pela primeira vez em junho do ano passado. Um mês depois ele foi solto. Após um recurso do MP, ele foi novamente preso em dezembro, sendo solto em março deste ano.

Relembre o caso

As investigações começaram em maio de 2020. De acordo com a polícia, 10 mulheres afirmaram que foram vítimas do terapeuta. “Todas elas apresentavam-se abaladas emocionalmente e relataram que o contato sexual era aceito, pois indicado como forma de tratamento e cura aos problemas que apresentavam”, explica a delegada Clarissa Demartini.

Além da violência sexual, as mulheres relataram perda de valores, tendo uma das vítimas mencionado que gastou cerca de R$ 25 mil em terapia e cursos que o acusado oferecia.

“Nas sessões, o terapeuta, conhecendo a fragilidade da vítima, alegava que o contato sexual estimularia a energia vital das pacientes e que ele seria o caminho da cura, para tanto ela precisaria manter relação sexual consigo. Confiando nas palavras daquele que se intitulava como “mestre”, as vítimas cediam. Porém, quanto mais submissas se tornavam, mais deprimidas ficavam”, conta.

Nota da defesa

“O réu teve sua prisão revogada em duas oportunidades. Quando da revogação, o juiz determinou cautelares diversas da prisão, que foram cumpridas, rigorosamente, pelo meu cliente. Contudo, o MP, insatisfeito com a soltura, recorreu e em uma decisão do Tribunal de Justiça, por 2 votos a 1, foi decretada novamente a prisão. O réu nega, veementemente, as acusações. É primário, tem residência fixa e lícita ocupação. Entre as cautelares, o réu estava impedido de acessar as redes sociais e se aproximar das supostas vítimas. Isso vinha sendo cumprido na íntegra.
Estamos analisando o teor da decisão para ingressar com recurso.”

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