Trabalhadores do transporte intermunicipal anunciam greve na Região Metropolitana de Porto Alegre

FONTE: O SUL

O Sindimetropolitano (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários Intermunicipais, de Turismo e de Fretamento da Região Metropolitana de Porto Alegre) informou que a categoria entrará em greve a partir da 0h de segunda-feira (09).

Segundo comunicado divulgado pela entidade, que destaca o “número excessivo de demissões”, a categoria reivindica o pagamento integral do vale-alimentação, um terço das férias que deveria ter sido pago em 30 de julho e reajuste salarial.

A paralisação deve atingir os moradores de Canoas, Cachoeirinha, Nova Santa, Alvorada, Glórinha, Gravataí e Viamão.

A Granpal (Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre) manifestou preocupação com a greve. “Nos últimos anos, o setor do transporte de passageiros vive uma grave crise, que se agravou com a pandemia. A busca de solução passa pelas prefeituras, pelos governos estaduais e pelo governo federal. Não se justifica ter impostos incidindo sobre o valor da passagem. É preciso ainda encontrar receitas extra-tarifárias e reduzir isenções. O tema deve ser enfrentado no curto prazo para o transporte metropolitano não parar. A médio prazo, o sistema deve ser repactuado com os operadores e, para o futuro, ser desenhado um novo sistema”, afirmou a entidade em nota.

“Em vista disso, os prefeitos da região, através da Granpal, estão procurando autoridades responsáveis e empresas envolvidas para encontrar uma solução equilibrada e que garanta a execução do serviço. A paralisação reforça a necessidade de uma discussão maior, de alcance estadual e nacional, sobre a sustentabilidade do sistema de transporte público”, disse a Granpal.

A ATM (Associação dos Transportadores Intermunicipais Metropolitanos de Passageiros) e o Setergs (Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do RS) também manifestaram preocupação com a paralisação. “A eventual paralisação irá gerar impactos relevantes às pessoas que utilizam esse serviço essencial, num momento em que a economia dá sinais de recuperação”, afirmaram as entidades em nota.

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