A inflação para o consumidor recuou na terceira semana de novembro

FONTE: O SUL

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,05% na terceira semana de novembro, 0,23 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (1,07% para 0,58%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 26,43% para 17,05%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Habitação (-0,48% para -0,65%), Transportes (0,25% para -0,01%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,17%) e Educação, Leitura e Recreação (0,38% para 0,32%).

Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens tarifa de eletricidade residencial (-3,36% para -4,51%), gasolina (-0,18% para -1,33%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,38% para -0,84%) e salas de espetáculo (1,14% para 0,37%).

Em contrapartida, os grupos Vestuário (0,22% para 0,34%), Comunicação (0,15% para 0,18%) e Despesas Diversas (0,05% para 0,08%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, vale citar os itens roupas (0,25% para 0,46%), mensalidade para internet (-0,20% para -0,05%) e tarifa postal (1,32% para 2,64%).

Expectativa

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes recuou 0,1 ponto percentual entre outubro e novembro, para 5,6%. Esse é o quarto mês consecutivo que o indicador se mantém na faixa entre 5,6% e 5,7%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 0,3 ponto percentual. Os dados foram divulgados pela FGV.

“Os consumidores têm mantido projeções bem comportadas para a inflação, com diferenças cada vez menores em relação às de especialistas de mercado. Parte desse efeito está relacionada com a inflação atual, que está sendo influenciada positivamente pela desaceleração nos preços de itens importantes da cesta de consumo, como os combustíveis e a energia elétrica”, afirmou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, da FGV.

Na distribuição por faixas, a parcela dos consumidores que projetaram valores dentro dos limites de tolerância (3%-6%) da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para este ano aumentou de 57,1% em outubro para 58,5% em novembro, o maior percentual nos últimos seis meses.

A proporção de consumidores que projetam valores abaixo do limite inferior (3%) subiu 1,3 ponto percentual, ao passar de 6,4% em outubro para 7,7% em novembro. A parcela dos que esperam valores para a inflação acima de 12% diminuiu de 7,7% para 6,1% no mesmo período de comparação, a menor proporção nos últimos seis meses.

Em novembro, a expectativa de inflação diminuiu em todas as faixas de renda, exceto para as famílias com renda mensal entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600. A queda do indicador geral foi influenciada principalmente pela redução de expectativas na faixa de renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, cujo nível, apesar disso, ainda se mantém superior ao das demais faixas.

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