Vereador que chamou Agnaldo Timóteo de ‘macaco gordo’ no RS é afastado temporariamente

FONTE: G1.COM/RS

O vereador Elario Carlos Jahn (MDB), da cidade de Parobé, a cerca de 80 km de Porto Alegre, ficará afastado da Câmara Municipal por 15 dias. Ele era investigado por quebra de decoro parlamentar depois de ter chamado o cantor Agnaldo Timóteo de “macaco gordo” durante uma sessão plenária no dia 20 de março. A decisão foi votada na terça (19) pelos demais parlamentares, sendo aprovada por 9 votos a 4.

“A expressão usada pelo nobre vereador em seu pronunciamento usou de palavras que, no meu entendimento, não estão de acordo com a dignidade do mandato que nos foi outorgado pela comunidade de Parobé no último pleito eleitoral, pois a expressão ‘macaco gordo’ fere a dignidade da pessoa e é uma expressão racista por si só”, dizia o parecer que pedia o afastamento de Jahn. Uma cópia do documento será encaminhada ao Ministério Público.

O afastamento passou a contar nesta quarta-feira (20), e o parlamentar não será remunerado pelo período. O suplente ainda será convocado para assumir a cadeira de Jahn.

Antes da votação, no período de grande expediente, Jahn disse que não iria se pronunciar. Ao G1, o vereador disse que o episódio é uma “página virada” e que não quer mais comentar o assunto.

No dia 20 de março, Jahn se referiu a Timóteo no final de seu pronunciamento na tribuna. A declaração foi motivada por um vídeo em que o músico defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele critica os moradores do Sul do país por, na sua opinião, serem preconceituosos com o petista, e chama gaúchos, curitibanos e catarinenses de “ingratos” e “elitistas”. Timóteo se desculpou, em outro vídeo.

“Não podia deixar de comentar. Aquele macaco gordo do Agnaldo Timóteo que bateu em nós, gaúchos. A gente não pode levar laço dum cara, né? Se ele vier a Parobé, quiser fazer um showzinho, nem de helicóptero ele não sai. Pode ter certeza”, afirmou o parlamentar na ocasião.

Dois dias depois, foi criada uma Comissão de Ética, para analisar se houve ou não quebra de decoro parlamentar. Na época, o vereador pediu desculpas à comunidade negra em uma nota.

“Quero aqui me retratar com toda a comunidade negra, e deixar claro que de maneira alguma tive o intuito de ofender ou descriminar alguém, tenho grandes amigos nesta comunidade, inclusive durante o último ano participei da festa da comunidade afro na cidade de Parobé, contribuindo da melhor maneira possível com esta, sempre fui amigo de todos e sempre serei. Quero humildemente pedir desculpas a todos que de alguma maneira se sentiram ofendidos”, escreveu.

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