Governo gaúcho cobra medidas mais restritivas contra a pandemia nas regiões de Erechim, Cruz Alta, Cachoeira do Sul e Palmeira das Missões

FONTE: O SUL

Em nova rodada de reuniões com representantes de municípios gaúchos em situação de alerta há mais de duas semanas no sistema de monitoramento da pandemia, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) cobrou nesta segunda-feira (14) das regiões Covid de Erechim, Palmeira das Missões, Cachoeira do Sul e Cruz Alta um reforço nas medidas restritivas de combate ao coronavírus.

No final da semana passada, já haviam sido promovidos encontros com autoridades das Regiões-Covid de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo, a partir de determinação encaminhada pelo governador Eduardo Leite na última reunião do Gabinete de Crise do Palácio Piratini.

Segundo a titular da SES, Arita Bergmann, nas quatro regiões se observou a disposição de buscar alternativas concretas visando à diminuição da transmissão do vírus por meio de medidas bem objetivas:

“Foram reuniões com diálogo, com respeito, com participação e sempre com orientação dos técnicos mostrando no que os planos de ação podem melhorar. Cada uma das regiões assumiu o compromisso de adequar os planos regionais para diminuir o contágio, aplicando protocolos obrigatórios mais restritivos, a fim de diminuir o número de casos, taxa de ocupação de leitos e número de óbitos. Também se comprometeram a agilizar a vacinação e aumentar a testagem”.

A mensagem do Gabinete de Crise a essas regiões é a mesma já emitida na sexta-feira (11) nos encontros com representantes de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo: as medidas adotadas nos planos de ação não estão sendo eficazes na diminuição do contágio pelo coronavírus.

Nas sete regiões que foram alvo de reuniões, está sendo observado um agravamento da situação da Covid-19. Por isso, o governo do Estado decidiu fazer reuniões específicas, com acompanhamento do Ministério Público do Rio Grande do Sul. O procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles, estará presente em todos os encontros, realizados de forma híbrida.

“A gestão do Sistema 3As de Monitoramento é compartilhada”, reiterou Arita. “Estamos juntos para dar apoio técnico, para ajudar. Estamos prontos para dar o suporte necessário, inclusive na ampliação de leitos, caso haja capacidade de expansão nas regiões, mas será difícil termos leitos suficientes se não pararmos a circulação do vírus. Os planos precisam ser executados em conjunto pelos municípios, é uma decisão coletiva da região.”

Já o secretário estadual de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, salientou a necessidade de que os prefeitos precisam reforçar as medidas nas cidades: “É uma gestão das regiões, por meio da parceria e do diálogo. Houve uma reivindicação muito grande nesse sentido por parte dos prefeitos, e o governador Eduardo Leite acatou o pedido”.

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